quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Taí o bom-despachense WULCINO TEIXEIRA DE CARVALHO em "Confesso que vivi... em Bom Despacho" (Primeira parte)


De: wulcino@yahoo.com.br
Data: 5/8/2009 23:11:41
Para:
rosembergrodriguesdecastro@gmail.com
Assunto: Re: Olá Wulcino...

Grannnnnnde Rosemberg,
Seu Blog está ótimo. Parabéns amigão.

Estou lhe enviando no anexo o meu poema mnemônico "Confesso que vivi... em Bom Despacho" - (Primeira parte) - e se você quiser posso lhe mandar as outras partes, pois trata-se de uma trilogia.Fiquei muito grato pelas palavras de incentivo que você escreveu sobre o meu livro, uma característica sua de divulgar trabalhos de bom-despachenses, mesmo daqueles que vivem fora da Terrinha há tanto tempo como eu.
Minha mãe voltou a morar em Bom Despacho, num desses arranha-céus que circundam a igreja matriz e formam o cinturão de concreto e vidro que agora escondem o cartão postal da cidade. Com isso, passei a ir aí com mais frequência. Qualquer dia a gente se vê pra colocarmos a conversa em dia.
Forte abraço do Wulcino Carvalho
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"CONFESSO QUE VIVI... EM BOM DESPACHO"
Poema Mnemônico de Wulcino Teixeira de Carvalho.
(Primeira Parte)

Cheguei em Bom Despacho animado
E, ali mesmo, na Praça do Jardim-sem-Flor
Levei o carro à oficina do Piruca
Pra uma checada no cabeçote do motor.

Dali até o Sebastião Menezes,
Onde fui provar um terno de tropical,
Tive de parar inúmeras vezes
Pra prosear com o “Pinico”, o “Pipoca” e o “Pardal”.

Na majestosa igreja Matriz
Eu vi o padre Antenor, padre Ivo e padre João.
Visitei a casa São Vicente
E comprei presentes na Casa Assumpção.

Passei na loja “Casa da Sogra”
E fui até o Tõinzinho Cardoso.
Depois do cartório do Chico Carvalho
Fui até o Venerando Veneroso.

Tomei uma pinga no Bar do Arísio
E mais outra no Armazém do Marovêu.
Dei uma guimba pro Romeu das Latinhas
E o Sirôco gritou: “O próximo toco é meu!”.

Fiz a feira na Praça do Larguinho.
Comprei pão na padaria do Dôco,
Um quilo de carne no açougue do Martelo
Onde paguei e não recebi o troco.

Do Pepê, fui ao bar do Ari,
Ali bem na Praça da Estação.
E, na Vila Militar eu vi
Os sentinelas trocarem o plantão.

Encontrei o Badu, o Mutrêco, o Péia,
A Futrica, o João-Sapato e o Lôco.
Vi o sô Moacir dentro da boléia.
Dei mais uma guimba pro Sirôco.

Joguei “pelada” no Campinho-do-Padre
E, na Quadra Piraquara, futebol de salão.
À tardinha, na Praça de Esportes eu vi
O Lalado mergulhar e perder o calção.

Com a dona Lourdes do Zé da Vó
Tive as primeiras lições pela manhã.
Mais tarde, no Grupo Chiquinha Soares
Estudei gramática com a dona Saçã.

Fui aluno do saudoso Nicomedes Campos,
Do Elvino Paiva, do Shudi e do Magelão.
Vi a dona Clarinda velha de guerra
Esbravejar com o Brasinha e o com Estilão.

Acompanhei a perder de vista
Nicolau Leite na sua longevidade.
Vi dona Alma – a querida parteira –
Trazer novas crianças a esta cidade.

Vi o Azul, o Preto, o Vermelho, o Branco
E a Roxa, completando todas as cores.
Vi o “footing” na porta do Cine Regina
E os namorados na Praça dos Amores.

O pipoqueiro Cristóvão, pontualmente,
Parava seu carrinho defronte a igreja.
E ali no Bar Tupã, cheio de gente,
A moçada animada tomava cerveja.

Aí, peguei o táxi do sô Preto
E fui até lá na casa do Favuca.
De carona com o Zúis-fala-fino
Fui filar a bóia na casa da Tinuca.

Depois de um dedo de prosa com o Elísio
Aparei a barba ali no salão do Oldack.
Encontrei muitas moças maravilhosas,
Mas, a Leda Handam é que era destaque.


Então, fui até o Bar do Salemein
Comprar picolé de côco queimado.
E ali em frente o Bazar do Noeff
Veio o “Bola” me pedir um trocado.

Vi o Antônio Leite na Prefeitura,
Onde assumira pela segunda vez
Após a euforia da primeira vitória
Aquela do histórico 1.503!!!

Ouvi o “Sombra” gargalhando na Rádio
E assombrando toda a turma do PSD.
Vi os políticos da UDN em campanha
Fazendo promessas em que só otário crê.

Vi a Associação Atlética Bom-Despachense
Dar de goleada no time do Batalhão
Na partida onde o Boréia driblou toda a defesa
E o Tarcísio completou com um gol de mão.

Vi o Lara, de juiz, roubar um pênalti
Contra o time do CAP de Pompéu.
Li o livro “Luz, sombra e reflexo”
Vivido e escrito por Liquinha Maciel.

Acompanhei o mestre Zé Etelvino
Edificando igrejas e outras construções.
Andei pelas ruas poeirentas da cidade
Acompanhando reinados e procissões.

Ali em frente o consultório médico
Eu cruzei com o nosso doutor Juca
Que tinha extraído mais dois bernes
Um no “Sapo” e outro no “Pururuca”.

Vi seguidamente a Festa do Rosário
O corte do Dunga, o Moçambique e o Penacho.
Zanzei da Cruz do Monte até a Biquinha
Da Tabatinga à Rua Picão Camacho.

Depois desse périplo bem legal
Revi o Luquine, o Simão e o Zuca.
Aí, peguei a estrada pra capital,Após buscar meu carro no Piruca.
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Um comentário:

Revista Cidade do Sol disse...

Eu vi a notinha do Ítalo no jornal de hoje.
Parabéns!