JORNALISTA
CLENIO ARAÚJO
´
“VIRANDO O ANO SEM SABER
O QUE TODOS QUEREM”
Jornalista CLENIO ARAÚJO:
antes de tudo, um bom-despachense atento!
“Em uma certa cidade do interior mineiro, que já foi mais pacata, segura e tranqüila do que nos dias atuais, o mês de junho de 2011 terminou com um alvoroço danado. Uma operação conjunta de vários órgãos (Receita Estadual, Ministério Público, Polícia Militar) percorreu vários locais, inclusive a casa do prefeito e de pessoas diretamente ligadas a ele. A prefeitura municipal nem funcionou no dia.
“Em uma certa cidade do interior mineiro, que já foi mais pacata, segura e tranqüila do que nos dias atuais, o mês de junho de 2011 terminou com um alvoroço danado. Uma operação conjunta de vários órgãos (Receita Estadual, Ministério Público, Polícia Militar) percorreu vários locais, inclusive a casa do prefeito e de pessoas diretamente ligadas a ele. A prefeitura municipal nem funcionou no dia.
Os objetivos, em resumo, eram buscar e apreender o que poderiam ser provas de irregularidades cometidas pela atual administração municipal. Durante todo o dia 29 de junho, não se falou em outra coisa além da possibilidade, real e que muitos viam como questão de (pouco) tempo, de afastamento do prefeito, que está no terceiro mandato e enfrenta oposição cada vez mais ferrenha, sobretudo de um atuante vereador.
Pois bem, isso aconteceu há mais de cinco meses. Em dias, são mais de 150! E nada de resultado prático: afinal, há ou não provas contundentes contra a turma do prefeito? Como estamos chegando ao final do ano, não teremos como presente do Papai Noel o desfecho da história. Infelizmente. Para o sim ou para o não, a população daquela cidade merece o que lhe é de direito: uma solução para essa verdadeira pendenga jurídica.
Nesse meio tempo, houve até a troca do promotor público que esteve à frente da operação. Uns dizem que foi um prêmio à atuação dele, já que foi pra capital; outros, que o promotor mudou de cidade por força da turma que está sendo investigada. Da mesma forma, seja como for, a população tem o direito de saber a verdade. Afinal, não é pra isso que serve a Justiça, exercida por diferentes órgãos e pessoas, que pode tardar, mas falhar nunca? E que poderia ser um pouco mais ligeira também: pelo menos nisso todos concordam.
É perfeitamente compreensível a complexidade do trabalho da Justiça. E os interesses envolvidos na história são, além de fortíssimos, inconfessáveis – e de vários lados, claro. Esses parecem ser ingredientes sob medida para justificar a demora. Quem sabe, enquanto isso, o povo daquela ex-pacata cidade esquece de tudo o que aconteceu no final de junho de 2011 e, chamado às urnas em outubro de 2012, vote como se nada tivesse ocorrido.
Talvez seja, assim, melhor pra um grupo influente de pessoas. Mas, certamente, eleger um novo prefeito sem saber se o atual tem ou não culpa no cartório (de forma comprovada, preto no branco!) não é a melhor coisa a ser feita. No mínimo, a dúvida dificulta uma avaliação dos candidatos, entre eles algum ligado à turma que está sendo investigada. Se são ou não ladrões do dinheiro público, todos queremos saber. E pra ontem.
Neste pequeno texto, os nomes envolvidos na história não foram citados por uma razão muito simples: já foram repetidos à exaustão. Todos sabem de cor e salteado. Mas falta a todos a resposta definitiva, que arrisca não chegar tão cedo.”
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